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25 anos de festival, paz, revolução e rock DEATH SLAM O Death Slam subiu ao palco e antes de começar a destruição o vocalista Felipe Cara de Cachorro deixou claro para os presentes a importância que seria para eles o show daquela noite. Segundo Felipe seria a oportunidade de mostrar para quem quisesse ver que existe um movimento Underground forte e articulado em Brasília e região.
O show começou e o que o público pode ver foi uma banda nacional com muitos anos de estrada e muita bala na agulha. Foi uma música atrás da outra, sem deixar tempo nem pra respirar.
Antes de tocar a última música Felipe falou sobre política e religião, expressando a sua repulsa por políticos que motivados pelo oportunismo se ligam a instituições religiosas a procura de votos. Fecharam a noite com o hino FODA-SE A MÚSICA GOSPEL.
Recado dado a banda deixou o palco e abriu espaço para as outras atrações. Um ponto baixo do show foi que logo após eles terem saído do palco subiu um “alguém” e agradeceu a presença do deputado “fulano de tal”. Acho que depois deste episodio poderíamos repensar o que foi dito pelo vocalista sobre oportunismo político no meio religioso e aplicar no meio Underground também.
FODA-SE A MÚSICA GOSPEL E FODA-SE QUALQUER TIPO DE MANIFESTAÇÃO POLÍTICA CONTRARIA AOS INTERESSES DA COLETIVIDADE!! SUFFOCATION O Suffocation iniciou sua apresentação no Ferrock depois de um longo atraso, causado pela necessidade de regular o equipamento de palco, o que gerou uma espera que aumentou ainda mais a ansiedade dos fãs. Deu pra notar claramente a preocupação dos músicos da banda para conseguir uma boa regulagem do equipamento antes de começar o show, o baterista Mike Smith sempre muito tranqüilo, teve tempo e cuidado suficiente pra organizar o equipamento que iria usar, auxiliado pelo baixista Derek Boyer que visivelmente parecia estressado com os técnicos de som que teoricamente estavam ali para contribuir com a apresentação da banda.
Depois de montar a bateria, testar os microfones inúmeras vezes e se certificarem de que toda a aparelhagem estava em condições de ser usada, Frank Mullen tomou o microfone e liderou a mais brutal e devastadora manifestação musical que eu já presenciei.
Deixando transparecer o contentamento de tocar em terras Brasileiras o Suffocation fez uma apresentação extremamente técnica e emocionante, onde demonstraram claramente o real motivo de estarem entre as melhores bandas que praticam o brutal death metal no mundo. Não faltou absolutamente nada na complexa e criativa massa sonora que é o som do Suffocation, vocal agressivo, bateria precisa com blast beats de tirar o fôlego, baixo e guitarras em completa sincronia. Destaco aqui o trabalho do genial guitarrista Terrance Hobbs que com muita simplicidade no palco executou com um virtuosismo impressionante as músicas da banda, deixando claro também o seu talento como compositor e personalidade criativa. Para os músicos mais atentos e admiradores do trabalho deste grande guitarrista, foi uma oportunidade para ver uma das mais brilhantes performances deste grande musico e desta banda que sem sombra de duvida escreveu seu nome da história da música extrema e nos 25 anos de Ferrock.
NAPALM DEATH O que se poderia esperar de uma banda que tem mais de 25 anos de estrada, 14 discos gravados, uma infinidade de coletâneas, eps, single, dvds, e toda a gama de registros fonográficos possíveis, alem de já terem tocado em todos os cantos do mundo e dividido o palco com todos os nomes da música pesada?
Resposta simples, nada inferior a um pesadelo sonoro materializado na forma humanóide de Barney Greenway ( Vocal ), Shane Embury ( Baixo ), Mich Harris (Guitarra ), Danny Herrera ( Bateria ).
O Napalm subiu ao palco e fez jus as palavras do Felipe CDC quando os apresentou como sendo “a maior banda de grindcore do mundo”, para quem conseguiu ver o show parado ( Que não foi o meu caso! ) deve ter sido uma experiência boa ver uma banda com tanta energia em cima do palco, agora para quem não agüentou ficar um segundo imóvel e caiu pra dentro da mais brutal e sangrenta roda de pogo já registrada na região centro-oeste não teve tempo para ver nada, apenas se entregar ao efeito que certas ondas sonoras provocam no organismo quando utilizadas com o intuito de liberar toda a agressividade contida dentro de cada um de nos.
O ápice do show foi quando o público começou a gritar SCUM, SCUM, SCUM, pedindo a pedrada homônima do disco de estréia da banda, lançado nos anos 80. Atendendo ao pedido a banda começa a música e depois disso o que se viu foi o que se poderia chamar de uma confraternização com direito a moshs de quebrar costelas e muito bate cabeça.
É complicado tentar descrever alguma coisa sobre um show como o do Napalm Death e um evento como o Ferrock, o que fica na memória é apenas a certeza de que ainda existem pessoas neste mundo que realmente entregam suas vidas a tentar mudar a realidade, seja através de um show como fez o Death Slam, Suffocation, Napalm Death e todas as outras bandas que se apresentaram no meio da Ceilândia, ou com a coragem dos produtores em proporcionar ao público presente atrações de qualidade cobrando apenas 2kg de alimento não perecível.
Fica aqui a dica: “Change your life” Texto e fotos: Messias Pereira Vídeos: seção Tv
Veja todas as fotos do
Ferrock nos albuns
1 e
2 do perfil do Yeah! no
orkut.
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